Oi pessoal...continuando a falar sobre minhas férias de julho, o
passeio a ser narrado hoje foi feito na Quinta da Boa Vista.
A Quinta da Boa Vista é um parque público localizado no bairro
de São Cristovão. Com uma belíssima paisagem!!! A Quinta da Boa Vista abriga o
Zoo Rio -Zoológico do Rio e o Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia,
além de uma extensa área ao ar livre onde é possível aos visitantes fazer piqueniques.
O Parque dispõe de bicicletas para aluguel, pedalinhos para passeio no lago,
trenzinho para circular pela Quinta.
Para chegar ao Parque da Quinta utilizei mais uma vez carro por
aplicativo. Fizemos o percurso “caminhando”. Primeiro fomos ao zoológico. Uma
grande área é reservada ao zoológico, possui rampas, mas o caminho em alguns
trechos é meio tortuoso. Para ter acesso à área dos pássaros por exemplo, é ruim
o acesso para a cadeira de rodas, pois os espaços entre os viveiros são com
pedras de brita e algumas partes não tem rampa de acesso. Em outros locais a
rampa dá o acesso para inicio do percurso, porém, para dar continuidade ao
passeio, é preciso retornar, passar pela mesma rampa para seguir com a
visitação. Pois na continuidade de algumas calçadas só há escadas.
Quanto aos animais, os que vimos, tinham aspectos de bem tratados,
e algumas jaulas estavam em obras. Mas no geral foi um passeio bem legal. A
última vez que visitei o zoológico ainda era criança, ou seja, ontem né!! 😉
Depois partimos para visitar o Museu Nacional de Arqueologia e
Antropologia, como eu havia dito, ainda nas dependências da Quinta da Boa
Vista. Diferente do Museu Imperial de Petrópolis que dispõe de rampa de acesso
e um elevador próprio para quem tem dificuldade de locomoção, o Museu da Quinta,
logo em sua entrada tem um desnível acentuado para quem anda de cadeira de
rodas, o local dispõe de cadeira de transbordo para que os que necessitam,
utilizem deste recurso, se for cadeirante, tem que deixar a própria cadeira,
fazer a transferência, voltar para sua cadeira, fazer a visitação em um lados
do prédio, após, voltar para a cadeira do museu, ir para o outro lado do museu
e conhecer mais um espaço. Para acessar o elevador, que não fica em um local acessível,
é preciso subir uns 2 ou 3 degraus. Um funcionário o conduz até o segundo
pavimento para que então a visitação tenha continuidade.
Quanto ao conteúdo do Museu, é riquíssimo. Maravilhoso. Sou
suspeita para falar, pois adoro visitar museus.
Assim como no Museu do Amanhã, a visitação deve ser feita com
calma, pois são muitas informações, muitos objetos que carecem de apreciação
cuidadosa. No Museu Nacional é possível fazer registros com fotos, filmagens
pelo celular.
Após terminarmos a visitação, fomos conduzidos por um
funcionário ao elevador, saímos pela lateral do Museu, onde a saída do prédio é
feita somente com ajuda, tendo em vista um alto degrau.
Observações
quanto a acessibilidade:
1 – No Rio Zoo é preciso dar mais acessibilidade à PCD,
não apenas uma acessibilidade parcial, é preciso disponibilizar acesso em todos
os ambientes abertos ao público. Foi uma pena eu não ter conseguido apreciar as
diferentes aves que o zoológico dispõe em um determinado local, devido a
acessibilidade precária;
2- No Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia não há
autonomia ao cadeirante, ele sempre precisará de ajuda para acessar o museu,
para que possa conhecer cada ambiente, cada espaço e ainda para deixar o prédio.
Consegui fazer toda a visitação, mas novamente porque fui calçada com meu
aparelho ortopédico e levei minhas muletas para ter mais autonomia.
Concluído o passeio do passeio do dia, retornamos para casa por
meio de um carro chamado via aplicativo.
E terminando o texto te hoje, deixo aqui o conceito de
acessibilidade, de acordo com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com
Deficiência:
“Acessibilidade
é um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade de vida
das pessoas. Deve estar presente nos espaços, no meio físico, no transporte, na
informação e comunicação, inclusive nos sistemas e tecnologias da informação e comunicação,
bem como em outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público,
tanto na cidade como no campo.
É
um tema ainda pouco difundido, apesar de sua inegável relevância. Considerando
que ela gera resultados sociais positivos e contribui para o desenvolvimento
inclusivo e sustentável, sua implementação é fundamental, dependendo, porém, de
mudanças culturais e atitudinais. Assim, as decisões governamentais e as
políticas púbicas e programas são indispensáveis para impulsionar uma nova forma
de pensar, de agir, de construir, de comunicar e de utilizar recursos públicos
para garantir a realização dos direitos e da cidadania.
A
fim de possibilitar à pessoa com deficiência viver de forma independente e
participar plenamente de todos os aspectos da vida, a SDH/PR trabalhará pela
implementação de medidas apropriadas para assegurar o acesso, em igualdade de
oportunidades com as demais pessoas. Essas medidas incluirão a identificação de
barreiras à acessibilidade e a disseminação do conceito de desenho universal.”
Destaco aqui um trecho muito
importante sobre a questão da acessibilidade, incluso no texto acima:
“(...)A
fim de possibilitar à pessoa com deficiência viver
de forma independente e participar
plenamente de todos os aspectos da
vida (...).”
Semana que vem postarei sobre o
último passeio destas férias!!!! Bjs!!!
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| Zoológico do Rio - Rio Zoo |
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| Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia/RJ |
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| Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia/RJ |
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| Zoológico do Rio - Rio Zoo |
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| Zoológico do Rio - Rio Zoo |
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| Quinta da Boa Vista/RJ |
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| Quinta da Boa Vista |
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| Entrada do Zoológico do Rio - Rio Zoo |
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| Museu Nacional de Arqueologia e Antropologia/RJ |











Muito bom, Vevê!!!Cada dia mais satisfatório o seu blog.Conteúdos riquissimo. Um grande bjs
ResponderExcluirObrigada Maria! Fico feliz em saber que meu objetivo vem sendo alcançado a cada postagem, qual seja, levar informação, um pouquinho de conhecimento sobre a realidade da PCD no Brasil através das minhas vivências .bjs
ExcluirBoa sempre alfinetando, isso mesmo as pessoas tem que ter mais a sua atenção voltada para os PCDs.
ResponderExcluirReflexão. ...eis a minha intenção. Pois algumas vezes por falta de vivência não temos noção de quanta acessibilidade falta à pessoa com deficiência em locais tão comuns a todos.
Excluir(Não aparece o seu nome para identificação Mas deixo aqui meu agradecimento por seu cocomentário. Bjs
todos os lugares teria que ser acessibilidade pois tem queles não andam de cadeira e nem de moleta mas tem problemas de joelhos ou coluna e não pode subir escadas...
ResponderExcluirmuito bom esses passeios, essa sua reflexão foi 10
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