Vê Legentil

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ferias - 2ª Parada: Passeando pela Cidade Imperial


Oi pessoal...conforme prometido em minha postagem, vou dar continuidade ao meu relato sobre meus passeios durante minhas férias de julho. Gosto bastante de viajar, mas como economicamente eu tinha outras prioridades, fiquei pelo Rio mesmo, aproveitando os locais maravilhosos que este Estado abriga.
Hoje vou falar um pouquinho sobre o passeio em Petrópolis – A Cidade Imperial. Já conhecia a cidade, mas foi a primeira fez que fiz o passeio de cadeira de rodas.
Então bora falar desse passeio....
Novamente preocupada com a questão do transporte da cadeira de rodas, combinei com o mesmo motorista que mencionei no último post para nos levar à rodoviária de Niterói. Chegando lá, compramos as passagens (eu, duas irmãs e um sobrinho), no momento da compra perguntei se tinha como despachar a cadeira no bagageiro do ônibus, a atendente disse que sim, porém, quando perguntei se havia alguma correia ou algo parecido que fixasse a cadeira, a menina disse que não, que a cadeira iria solta (agora você imagina, o ônibus balançando, subindo a serra, estrada cheia de curvas, em que estado a cadeira chegaria por lá?!) Então decidi levar a cadeira comigo dentro do ônibus. Uma ideia péssima, mas era o único modo de levar a cadeira em segurança. O ônibus estava com lotação completa, então fui espremida, com as pernas por cima da cadeira, por quase 2h de viagem.
Obs.: Na verdade, depois descobri que faltou apenas um pouco de boa vontade, de alguns funcionários da viação. Quando eu contar a parte do retorno, vocês vão entender melhor.
        Chegamos à Petrópolis, e sentei na cadeira, fui direto ao guichê e comprei as passagens de volta. Depois fomos em direção aos ônibus urbanos, pois a rodoviária fica um pouco afastada da cidade. Quando me aproximei do portão de acesso ao ônibus, um despachante, veio logo me cumprimentando, perguntando se eu precisava de ajuda, se eu permitia que ele me conduzisse até o coletivo, uma educação que infelizmente vemos bem pouco nos dias atuais. O ônibus estacionou, o cobrador baixou a plataforma (elevador) para que eu pudesse entrar no coletivo, depois, afivelou bem a cadeira, deixando-a bem firme, sem riscos da mesma se deslocar comigo durante o trajeto que o ônibus percorreria até o meu local de desembarque.
        Já no ponto onde eu desceria, ele veio de forma muito educada, desatrelou as fivelas (cinto de segurança) que prendiam a cadeira, baixou a plataforma e pude então iniciar meu passeio.
        Fizemos uma parada para o café da manhã e seguimos para o primeiro ponto turístico de nosso roteiro, o Museu Imperial, procuramos o lado com as calçadas mais acessíveis, com melhor estado de conservação e fomos. Atravessamos praças, um povo bem a vontade, uma tranquilidade, nem parecia que estávamos no Rio.  Andamos de charrete, a cadeira ficou aos cuidados de um rapazinho que auxiliava o pessoal que trabalhava nas charretes. Passamos pela Catedral, pelo Palácio de Cristal, algumas praças que não recordo os nomes, pelo Museu de cera, Casa de Santos Dumont, uma rua estreita, bem arborizada que de acordo com o guia pertencia a alta nobreza, da época do império. Um passeio muito agradável mesmo, se feito com outras pessoas não sai caro não.
Obs.: O condutor da charrete faz paradas para tirar fotos.
        Retornamos ao ponto de partida e fomos à visitação do Museu Imperial,  o valor da entrada é bem baratinho, PCD não paga e acompanhante de PCD paga meia. Também já havia ido a este museu, pelo menos outras 2 vezes, mas a cada ida é um detalhe que a gente se prende. A rampa de acesso ao museu é um pouquinho desconfortável, pois é feita de pedras (acho eu..), mas com uma ajuda dá para chegar ao interior do museu, que dispõe de elevador para os que necessitam deste recurso para visitar o segundo pavimento. Em seu interior não é permitido tirar fotos ou fazer filmagens. Os objetos pessoais ficam em um guarda volumes onde é entregue uma chave do armário onde os pertences são depositados, e ao final da visita deverão ser retirados.
        O Museu também tem um anexo onde ficam as carruagens que usadas na época da família imperial. Vale muitíssimo o passeio, principalmente para as crianças que estão em fase escolar. A retenção do conhecimento é bem melhor quando o estudante tem a possibilidade de visualizar, de ter um acesso mais rico às informações, do que simplesmente sentados em uma sala de aula, onde só tem teorias e palavras lidas e/ou escritas sobre fatos tão distantes cronologicamente de sua realidade.
        Do museu imperial para o museu de cera solicitamos um carro pelo aplicativo, e o  kit GNV que ocupava boa parte do porta malas atrapalhou um pouquinho o transporte da cadeira..Então meu sobrinho e uma de minhas irmãs, começou a “desmontagem” da cadeira, 1º - fecha a cadeira (não coube),  2º - retira as rodas (ainda não coube), 3º - Tira o pedal (o apoio dos pés). Ok a cadeira coube. Mas o apoio dos pés foi comigo na frente, uma das rodas dentro do carro, e o forro do porta malas tbm..rsrsrsrsr!!! E seguimos viagem...Ops: já ia me esquecendo que o motorista já ia embora deixando minha irmã pra trás, segurando o forro do porta malas, bem na calçada!!!
        O Museu de Cera, não é acessível. Embora tenha uma rampa lateral, não faz sentido, pois, para ter acesso ao museu, logo na entrada tem um degrau, a porta é estreita. O museu tem dois pavimentos, o acesso é feito por escadas, e as portas internas também são estreitas. Consegui visitar porque fui calçada também com meu aparelho ortopédico e levei meu par de muletas, pois a cadeira é minha opção para grandes deslocamentos a pé, para eu não me cansar muito, e porque sei que o Brasil não é bem acessível.
Obs.: A entrada do museu é cara, PCD paga meia entrada e acompanhante também.
        Almoçamos em um restaurante ao lado do museu, e fomos “caminhando” fazendo o percurso de volta, com meu sobrinho (já disse né.....que ele é o melhor “motorista de cadeira de rodas” ....  😊).
        Chegamos ao ponto de ônibus, onde novamente fui educadamente tratada como cidadã, como qualquer outra pessoa. O cobrador fez o mesmo procedimento de descer a plataforma, fixar a cadeira às correias, e assim pude retornar à rodoviária em segurança.
Destaque: Tanto na ida quanto na volta à rodoviária de Petrópolis, os elevadores dos ônibus funcionaram de primeira....MARAVILHOSO ISSO!!!!
Então...lembram que comentei que comprei logo a passagem de volta?! Pois é, era tanta gente chegando, pedindo informações que a atendente se confundiu, e ao invés de me vender passagens para Niterói, ela me vendeu para o Rio. O ônibus que pegaríamos as 18h30, na verdade só foi possível as 20h30, pois tive que trocar os bilhetes. Mas você pode pensar, poxa, mas bastava ir para o Rio e de lá seguir para Niterói. Bem, não é bem assim, infelizmente, primeiro que pegar um carro por aplicativo na rodoviária Novo Rio é um perigo, pois os motoristas não são bem vistos por alguns taxistas, e ainda tinha a questão do transporte da cadeira.
        Ficamos na rodoviária de Petrópolis então aguardando o embarque, lanchamos, tive que comprar uma botinha/pantufa para aquecer meus pés que estavam congelando num frio de 15 graus. Aproveitei, fiz contato com um motorista conhecido para me buscar em Niterói as 22h.
Obs.: Na volta consegui despachar a cadeira pelo bagageiro, tanto motorista quanto despachante foram muito atenciosos, e comprei também duas correrias para prender a cadeira, e eles então a posicionaram com cuidado, e mesmo com as subidas, descidas e curvas das estradas, a cadeira chegou na rodoviária do jeitinho que colocaram.
Chegamos em casa felizes e cansadas!!!! Foi um ótimo dia!!!

Bjs!!

A Caminho de Petrópolis - RJ



No Museu de Cera - Nelson Mandela

Catedral de Petrópolis


Museu Imperial

Ainda no Museu Imperial









4 comments:

  1. Oi, Vê! Também já fui a Petrópolis e fiz esse itinerário turístico. É divino. Como você disse,nem parece que estamos no Rio de Janeiro (turistas de outros estados não entenderão rsrsrs). Amiga, é revoltante o modo como os funcionários tratam quem está apenas exercendo seu direito de ir e vir. As leis existem, mas a gentileza deixa a desejar... Um beijo, saudade. Andrea Ribeiro

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  2. essa passeio é maravilhoso..o Rio que eu quero com mais acessibilidade e com pessoas disposta a ajudar o próximo !!!!

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  3. É incrível como que a boa vontade do cidadão faz diferença qdo é colocada em prática.
    Márcia Priscila

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