Vê Legentil

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Um par de muletas muito discreto!


Oi pessoal....

Costumo brincar em minhas palestras e com os meus amigos, que minha deficiência é bem leve, quase nem dá para perceber! rsrsrs!!! E não é que é isso mesmo!? Uma pessoa que deveria ter visto, não viu!!!...
Em junho fiz uma postagem contando de uma queda que sofri no dia 14 de maio?! Pois bem, essa queda “rendeu pano pra manga” como diz um antigo ditado.
Como eu havia dito, no mesmo dia da queda, fui à emergência de um hospital para ser atendida. O médico solicitou raio x e tomografia do pé e após examinar, recomendou 7 dias com a perna imobilizada, o  que respeitei. Retornei após o período indicado, retirei a tala, e.....vida que segue.
Como o médico plantonista da emergência me orientou, procurei tratamento/acompanhamento ambulatorial.
Consegui agendar uma consulta para o dia 23 de junho, mais de um mês depois da queda (isso pelo plano de saúde). Chegando lá relatei o ocorrido, disse que meu pé ainda continuava doendoe informei também que havia feito uma tomografia e um raio x no hospital onde eu havia sido atendida, mas que não havia pego os resultados dos exames. 
Este médico disse então que solicitaria novos exames, como um novo raio x e uma ultrassonografia do pé, e que estes já seriam o suficiente para fechar o diagnóstico, já que meu pé continuava doendo e as vezes inchava.
Pois bem, agendei e fiz os exames recomendados, quase um mês depois retornei à consulta, de posse dos resultados dos exames. Foi aí que me surpreendi com o atendimento recebido.
Vou colocar em tópicos para facilitar a compreensão:
ü Análise dos exames: já com os exames em sua mesa, ele apenas olhou os laudos que acompanhavam as imagens dos exames. Nem se deu ao trabalho de inserir os DVDs no computador par analisar, comparar o que ele tinha lido com o que as imagens mostravam.
ü O diagnóstico: disse que não poderia concluir meu diagnóstico pois um dos laudos indicava suspeita de fratura. Disse que precisaria de novos exames como uma tomografia para poder identificar o que realmente tinha acontecido. Quando eu disse que já havia feito o tal exame, e que ele tinha dito que não precisava apresentar o resultado, pois a ultrassonografia seria o suficiente, ele disse que não falou nada daquilo. Ali já foi me dando uma raivinha bem de leve sabe! Qual a necessidade que eu tinha para mentir? Mas continuando...
ü A cereja do bolo: diante da ausência de uma definição do diagnóstico, ele pediu que eu retornasse ao seu consultório com todos os exames que eu já havia realizado. Foi nessa hora que ele me fez uma recomendação devido a possibilidade da existência de uma fratura na pé. Me SUGERIU, USAR MULETAS!!!! 

As muletas que o médico não viu!

Tentando entender até agora como minha muleta se disfarçou!

OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!? Como assim?!  Foi aí que, aquela raivinha bem de leve deu lugar à indignação! Como assim usar muletas?! Fala sério!
Olhei bem para ele e disse: Doutor, eu já uso né! 
Acho que minha cara estava mais feia que a da Dona Bela da escolinha do professor Raimundo...rsrsrsr..porque ele me olhou de volta e disse: Sim, eu sei, só estou reforçando que continue usando! (Pensei: Ah claro, que boa observação, esqueci que eu tenho a opção de deixar de usar!) 
Genteeee...tô rindo agora, fazendo piadas, mas na hora pense a vontade que me deu de dar com a muleta no médico para ver se ele enxergava as muletas!! rsrsrsrs
Ai foi o suficiente. Parei né! Recolhi todos os meus exames que estavam espalhados em cima de sua mesa, enquanto dizia: “ta bom doutor, ta bom!” Ele ainda teve a audácia de me pedir para que não ficasse chateada com ele, por pedir novos exames! Ele nem se sequer sinalizou assim “não fique chateada por eu ter mandado você usar muletas.”
 Claroooooooooooooooo que não voltei mais naquele consultório!  
    Um absurdo, o médico olhou para mim, mas não me viu!
  Marquei uma nova consulta agora com um especialista em pé e tornozelo. Levei TODOOOOOSSSSS os exames que já havia feito. Fui consultada, o médico, primeiro olhou as imagens, e disse que, havia duas pequenas fraturas em meu pé esquerdo, em metatarsos diferentes. Fiz então outro raio x na própria clínica, onde indicava que as fraturas já estavam calcificando de forma alinhada, graças a Deus!
Falei para o médico que, diante da falta de diagnóstico, por conta própria fiz uso de anti-inflamatório e 3 vezes ao dia colocava gelo no local afetado, por causa das dores que eu sentia.
Ele me deu então as orientações necessárias. E pediu que eu retornasse no início de setembro para acompanhar a evolução da calcificação.
Três meses depois da queda ainda sinto meu pé doer as vezes!

 Minha reflexão:
1-    Que pena que mesmo pagando um plano de saúde para poder ter atendimento médico, eu tenha que ouvir sandices como a dita por um mau profissional da área;
2-   Que bom que tive a possibilidade de agendar com um outro profissional da área, para ter uma segunda e correta avaliação. Pois boa parte da população morre em hospitais públicos aguardando atendimento, alguns ficam como bola de "ping pong" indo de um lado para o outro, em busca de tratamento para seu problema de saúde.
  Arbitrariamente é descontado em nosso contracheque, o valor a ser repassado à Previdência Social, porém se quisermos ter atendimento médico, realizar exames etc, temos que pagar um plano de saúde, que NÃO É barato. Pagamos 2 vezes para ter UM mesmo tipo de serviço. E mesmo pagando não é fácil conseguir um agendamento de consultas. E ainda passamos por profissionais assim, que nem se quer, tem o cuidado de dar atenção a quem está diante deles em seu consultório.
Bjs.....
Até a próxima semana!

4 comments:

  1. ficar indignada e pouco diante desses profissionais mediocres!!!

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  2. Infelizmente isso e Brasil!!!
    Quando Eloa teve apendicite, levamos ela na emwrgencia do HCN 4 vezes... Erraram 3 vezes o diagnostico...Por isso supurou e ela quase morreu!!!

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    1. Que absurdo! Tenho muito medo quando paro para pensar no futuro do Brasil.

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  3. Infelizmente as pessoas estao cada vez mais sem o minimo de cuidado com o proximo. Saude virou comercio.

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